Gambozino é uma animal imaginário.
Andar aos gambozinos, significa andar à toa, vaguear, vadiar, vagabundear.
É isto que eu prendendo: vaguear por vários assuntos, vários lugares, ao correr da imaginação e da disposição.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

D. Conceição

A D. Conceição foi, durante muitos anos, a chefe do pessoal auxiliar da escola. Mas, para o que ela tinha mais gosto era para tratar do jardim e das plantas em vasos no interior do edifício. As plantas gostavam dela e poucas havia que se perdiam, conseguindo mesmo recuperar algumas que parecia não irem sobreviver. Quando se aposentou, continuou a tratar do jardim e das plantas da escola.

Às vezes tinhamos divergências quanto à localização das plantas. Não consegui convencê-la de que as hortênsias ou os fetos se dão melhor nas fachadas viradas a norte; ela continuava a pô-las na entrada, expostas a sul, onde, no verão, ficavam todas queimadas por efeito do calor e da incidência dos raios solares.


Tendo vivido muitos anos em África, tinha a tendência para introduzir todas as plantas exóticas que conseguia arranjar. O jardim não tinha qualquer ordem: era completamente caótico. Depois, como as plantas cresciam muito juntas, gostava de as mudar. Estas mudanças eram, por vezes, um desastre, sobretudo quando se tratava de árvores. Havia uma bonita aroeira (Pistacia lenticus L.) junto ao portão de entrada da escola que, um belo dia, ela resolveu mudar para outro lado porque alguém lhe disse que ali ficava melhor um pinheiro que podia ser ornamentado por altura do Natal. A árvore ainda resistiu mas com muito pouco vigor. A última vez que a vi estava muito afectada.


Eu gostava muito das roseiras que ela espalhou generosamente pelo jardim. Conseguiu fazer uma grande sebe de roseiras que davam umas flores pequenas e muito perfumadas.

Flor de Physalis peruviana

A última vez que estive na escola ofereceu-me um vaso de Physalis peruviana que já tem flores e um fruto.

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