Pena que esteja tão longe!...
Domingo, 12 de Julho de 2009
Túnel verde
Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Fim do dia
Soprava uma brisa forte que chegava a dar a sensação de frio. Apesar do adiantado da hora (o Sol põe-se por volta da 21 horas) parecia que era de esperar um espectacular pôr-do-sol, atendendo às nuvens que se estendiam para Oeste.
Embora já tenha assistido a outros mais belos, por momentos valeu a pena a espera. A água da albufeira, encrespada pelo vento, refletia os últimos raios solares. No cimo do monte, as azinheiras pareciam arder, mergulhadas no disco incandescente.
Depressa o Sol desapareceu atrás do monte e foi altura de vencer os últimos quilómetros, depois da longa jornada, marcada por uma deambulação que se iniciou na região de Lisboa e incluiu a visita aos monumentos megalíticos de Almendres e ao centro histórico da vila de Redondo. Aqui, conto voltar em breve. Este ano há a Festa das Ruas Floridas.
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
Canção para o Alentejo
Alentejo, Alentejo,
Vastidão de Portugal
Futuro, continental!
Terra lavrada, que vejo
A ser mar mas sem ter sal.
Ondas de trigo maduro
Onde mais ninguém se afoga:
Danças alegres da roga
Que vindima no meu Doiro
E vem colher o pão loiro
Da inteira fraternidade
Que falta a esta metade
De coração largo e moiro…
Vastidão de Portugal
Futuro, continental!
Terra lavrada, que vejo
A ser mar mas sem ter sal.
Ondas de trigo maduro
Onde mais ninguém se afoga:
Danças alegres da roga
Que vindima no meu Doiro
E vem colher o pão loiro
Da inteira fraternidade
Que falta a esta metade
De coração largo e moiro…
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Miguel Torga
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Hora de estrellas
El silencio redondo de na noche
sobre el pentagrama
del infinito.
Yo me salgo desnudo a la calle,
maduro de versos
perdidos.
Lo negro, acribillado
por el canto del grillo,
tiene esse fuego fatuo,
muerto,
del sonido.
Esa luz musical
que percibe
el espíritu.
Los esqueletos de mil mariposas
Duermen en mi recinto.
Hay una juventud de brisas locas
sobre el rio.
sobre el pentagrama
del infinito.
Yo me salgo desnudo a la calle,
maduro de versos
perdidos.
Lo negro, acribillado
por el canto del grillo,
tiene esse fuego fatuo,
muerto,
del sonido.
Esa luz musical
que percibe
el espíritu.
Los esqueletos de mil mariposas
Duermen en mi recinto.
Hay una juventud de brisas locas
sobre el rio.
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Federico Garcia Lorca
Sábado, 4 de Julho de 2009
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Valor das palavras
"Há palavras que fazem bater mais depressa o coração – todas as palavras – umas mais do que outras, qualquer mais do que todas. Conforme os lugares e as posições das palavras. Segundo o lado de onde se ouvem – do lado do Sol ou do lado onde não dá o Sol.
Cada palavra é um pedaço do universo. Um pedaço que faz falta ao universo. Todas as palavras juntas formam o Universo.
As palavras querem estar nos seus lugares!"
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Almada Negreiros
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Almada Negreiros
Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Fim de um ano de actividade
Finalmente encerraram as actividades dos projectos em que estive envolvida. As exposições foram desmontadas e a apresentação final do Projecto Saberes e Ambiente (ver destaque na coluna da direita) decorreu de modo que foram cumpridos os objectivos definidos.
Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Montanha e poesia
Intervalo
Sem palavras, sem gestos, sem um esforço,
Que a vida, francamente, nos mereça,
Quantas vezes pendemos a cabeça
E os braços, como ao peso dum remorso!
Interrogamos a memória – e ela
Finge que nada sabe; a consciência,
Também nada nos diz. Feliz ausência!
- Contudo, o tempo, está de sentinela.
Como ovelhas perdidas na montanha,
Que não ouvissem do pastor a avena.
Cismamos em que nada vale a pena…
E esperamos que o novo dia venha.
Carlos Queiroz
Sem palavras, sem gestos, sem um esforço,
Que a vida, francamente, nos mereça,
Quantas vezes pendemos a cabeça
E os braços, como ao peso dum remorso!
Interrogamos a memória – e ela
Finge que nada sabe; a consciência,
Também nada nos diz. Feliz ausência!
- Contudo, o tempo, está de sentinela.
Como ovelhas perdidas na montanha,
Que não ouvissem do pastor a avena.
Cismamos em que nada vale a pena…
E esperamos que o novo dia venha.
Carlos Queiroz
Domingo, 14 de Junho de 2009
As palavras
"O preço de uma pessoa vê-se na maneira como gosta de usar as palavras. Lê-se nos olhos das pessoas. As palavras dançam nos olhos das pessoas conforme o palco dos olhos de cada um."
Almada Negreiros
Quinta-feira, 11 de Junho de 2009
Árvores
Terça-feira, 9 de Junho de 2009
Meteorologia
Domingo, 7 de Junho de 2009
Reflexos no Tâmega
Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
Rio Tâmega
É agradável ver o cuidado e a importância que as cidades dão às zonas ribeirinhas, enquando espaços de lazer postos ao dispor da sua população e de quem as visita. Aqui, em Chaves, pode-se desfrutar da beleza do rio e de actividades a ele ligadas, como a pesca desportiva.
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Terça-feira, 2 de Junho de 2009
Rua de Chaves
Gostei de percorrer as ruas do centro histórico de Chaves. Ao contrário do branco da cal que caracteriza as casas do Sul, aqui é a cor do granito e, nas fachadas pintadas, um colorido diverso e contrastado.
Os andares de ressalto quase se tocam, estreitando ainda mais as ruas.
Um comércio diversificado anima as principais ruas do centro, entre as quais, a Rua Direita.
Domingo, 31 de Maio de 2009
Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
Paisagem serrana
Num período de tempo relativamente curto, percorri o interior, entre o Alto Alentejo e Trás-os-Montes, duma vez e a Beira Alta, doutra. A viagem é agora muito rápida devido às autoestradas, ao contrário de antigamente em que se demoravam horas sem fim nas sinuosas estradas destas regiões.
Desta vez foi uma ida até Gouveia, no âmbito do Projecto Saberes e Ambiente, para visitar o CERVAS .
A paisagem das encostas da Serra da Estrela viradas a Noroeste mantêm as cores de Primavera.
Uma pequena elevação no local onde se situam as instalações do CERVAS, com os maciços de giesta em flor.
Domingo, 24 de Maio de 2009
Herói ibérico
"(...) quando o vi pela primeira vez, nessa tarde negra, rodeado por meia dúzia de guerreiros, a chama do Poder brilhava nele como se fosse uma couraça de metal. (...)
Um leve sorriso adoçou os seus traços severos e traíu, também nele, a juventude. Não teria mais de dezanove anos, embora a expressão do rosto, os gestos e a voz mostrassem inesperada maturidade. (...)
Sem se apressar, o chefe tirou o capacete redondo enfeitado com três plumas e passou a mão pelos cabelos acobreados, empastados de suor e pó. Depois respondeu:
-Eu sou Viriato filho de Comínio."
João Aguiar, A Voz dos Deuses.
Foto: Estátua representando Viriato. Zamora, Espanha.
Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Rio Douro
Segunda-feira, 18 de Maio de 2009
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