Sábado, 6 de Setembro de 2008
A Festa do Crato
Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008
Parque na Alcazaba de Badajoz
Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008
A Alma é um grande nevoeiro na terra de ninguém
Esquecê-la, é inventar a luz por detrás duma grande parede
invisível e imóvel. A alma!...
Segredo guardado pelas sete chaves do instinto
pelos seios de uma grande duna
pelas forças de um gesto encoberto e derradeiro.
José Manuel Capêlo
Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
Janela
Ah, se não fosse a névoa da manhã
E a velhinha janela, onde me vou
Debruçar, para ouvir a voz das cousas,
Eu não era o que sou.
(...)
Teixeira de Pascoaes
Janela em Abrantes
Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
Salamanca - Plaza Mayor
Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008
Se... em Realidade
Sábado, 23 de Agosto de 2008
Árvore morta
Estendeu os seus ramos, mirando a paisagem, a planura a perder de vista, só interrompida pelos cumes das montanhas.
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
Janela em Salamanca
Una noche de verano
- estaba abierto el balcón
y la puerta de mi casa -
la muerte em mi casa entró.
Se fue acercando a su lecho
- ni siquiera me miró -,
con unos dedos muy finos
algo muy tenue rompió.
Silenciosa y sin mirarme,
la muerte otra vez pasó
delante de mi. Qué has hecho?
La muerte no respondió.
Mi niña quedó tranquila, dolido my corazón.
Ay, lo que la muerta ha roto
era un hilo entre los dos!
Antonio Machado
Sábado, 16 de Agosto de 2008
O jardim do Castelo de Abrantes
Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Tempo de Regresso
.
Fica-te o silêncio, as longas noites e o vento
com que sonhaste o regresso do infante adormecido
por entre as vagas que se levantam do mar imenso
ou no seio da floresta, em verde aberto.
Escuta amada, o murmúrio dos ecos
no levantar das folhas de encontro à brisa
ou a visão do sol, que se dilui na claridade da noite
lugar secretíssimo que ninguém descobre
e onde só nós estamos.
Que sei eu dizer-te, que já não saibas ou penses
- mesmo que o meu sorriso se ilumine de sombras –
se só tu decifras a lonjura da terra e o rebordo do mar?
Que sei eu provar-te que não me tivesses dito
se não esta natureza que se criou em-mim
mas que veio de ti, sem que jamais o soubesses?!
José Manuel Capêlo
Domingo, 10 de Agosto de 2008
Plátano de Belver
(...)
É a Árvore a tua companheira,
O lar, a tenda, a sombra dos teus passos,
Da tua amante a perfumada esteira,
Como bençãos te estende os longos braços!
E ou seja em teu inverno, ou em teu estio,
- E teu berço, teu leito e teu navio!
(...)
Gomes Leal
Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008
Terça-feira, 5 de Agosto de 2008
Rio
tem a criança o jasmim
o fio de tudo
tem Deus no que é bom e ruim
o fim de tudo tem a morte
a sorte a nossa sorte
tem a Deus tem a morte
num destino muito fino
Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
Poema de Helena Lanari
Onde as palavras recuperam sua substância total
Concretas como frutos nítidas como pássaros
Gosto de ouvir a palavra com suas sílabas todas
Sem perder sequer um quinto de vogal
Quando Helena Lanari dizia o "coqueiro"
O coqueiro ficava muito mais vegetal
Sophia de Mello Breyner Andresen
Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
As árvores e os livros
As árvores como os livros têm folhas
E margens lisas ou recortadas,
E capas (isto é copas) e capítulos
De flores e letras de oiro nas lombadas.
E são histórias de reis, histórias de fadas,
As mais fantásticas aventuras,
Que se podem ler nas suas páginas,
No pecíolo, no limbo, nas nervuras.
Jorge Sousa Braga
Segunda-feira, 28 de Julho de 2008
Quarta-feira, 23 de Julho de 2008
Alameda
José Saramago, Viagem a Portugal
Segunda-feira, 21 de Julho de 2008
A Al-Mu´Tamid
era o teu rosto
na noite do desespero.
de ti tive abundância
em tempo de penúria.
pude viver em graça
no abrigo que me davas.
ai, a saudade dessa estima antiga!
doce era ser sob a tua sombra:
errava no verde prado
perto da fonte de água fresca!
Ibn 'Ammâr (1031-1084)
Domingo, 20 de Julho de 2008
Sábado, 19 de Julho de 2008
Jardim de Campo Maior (3)
Já antes referi as mudanças de que o jardim estava a ser alvo. E as piores expectativas concretizaram-se. O que era uma área densamente coberta por árvores e arbustos, é agora amplamente ocupada por calçada e por canteiros de relva, seguindo a opção do espaço que anteriormente tinha sido modificado.
Na extremidade norte do jardim foi construída uma cascata, cuja água é canalizada para o lago. Um maciço de canas-da-Índia enquadra cada um dos lados da cascata.
Este novo espaço do "remodelado" jardim vem reforçar o que já antes afirmei: quem o concebeu não teve em consideração as condições meteorológicas que caracterizam esta região. As opções tomadas foram erradas no que respeita à cobertura arbórea, muito rarefeita, e aos relvados - muito exigentes do ponto de vista do consumo de água. E, sobretudo, à elevada área pavimentada com paralelepípedos de granito.