Gambozino é uma animal imaginário.
Andar aos gambozinos, significa andar à toa, vaguear, vadiar, vagabundear.
É isto que eu prendendo: vaguear por vários assuntos, vários lugares, ao correr da imaginação e da disposição.

domingo, 26 de junho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Esteva

Floriu efémera a flor da esteva
já seu esplendor é quase um fenecer.
Branca e breve a brisa a leva
e dela fica um verso por escrever.

Manuel Alegre, Alentejo e Ninguém. Ed. Caminho

domingo, 19 de junho de 2011

Luminosidades

O Sol já se escondia na linha do horizonte. À espera que a Lua surgisse no aguardado eclipse total. A Lua tardou a aparecer. As lâmpadas dos candeeiros da iluminação pública acenderam-se, como que desafiando-me para fazer experiências. Não fotografei a Lua plenamente iluminada, nem sequer parcialmente encoberta pela sombra da Terra. Restou-me, em jeito de consolação, o candeeiro enquadrado pela árvore.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Alentejo

Paisagem alentejana, ao lusco-fusco, com Badajoz ao fundo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Viagens - Saragoça

Torres da Basílica de Nuestra Señora del Pilar

sábado, 4 de junho de 2011

Comprar nacional

Sou completamente apoiante da ideia de comprar produtos portugueses e procuro sempre, nas lojas, na etiqueta ou no expositor, a indicação da sua origem.
Mas, na loja onde me abasteço regularmente de frutas, legumes e outros artigos de consumo quase diário, a maioria da fruta é importada. Maçãs da Argentina, uvas do Chile, morangos de Espanha e, pasme-se, limões da Argentina! A fruta portuguesa constitui uma minoria. Às vezes lá aparecem umas maçãs, pêra rocha, agora, cerejas e, por enquanto, as laranjas.
Um sinal da opção da loja é dado pelo caso do arroz. Há dias precisei de comprar arroz, preferencialmente o de marca Bom Sucesso, e procurei nas respectivas prateleiras. À primeira vista não o descobri porque a tendência é para procurar nas estantes que estão mais acessíveis, ou seja, as que se encontram a meia altura. Depois de alguns instantes em que estava quase a pôr outra marca no cesto, lá descobri o arroz que procurava, mas na prateleira inferior, quase ao nível do chão. Na referida prateleira está uma indicação de que se trata de produto nacional, mas parece que o responsável pela loja não acha motivo para o colocar numa prateleira que lhe dê mais visibilidade. Curiosamente, até é um dos mais baratos...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Casa comercial

Na rua/estrada principal da cidade de Loures

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Era assim...

Rua antiga de Loures
... antes da grande expansão urbana. A aldeia transformou-se em cidade mas ainda guarda algumas memórias da aglomeração saloia.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Água

Rio Xévora, aliás, Gévora.
LIÇÃO SOBRE A ÁGUA

Este líquido é água.
Quando pura
é inodora, ínsipida e incolor.
Reduzida a vapor,
sob tensão e a alta temperatura,
move os êmbolos das máquinas que, por isso,
se denominam máquinas a vapor.

É um bom dissolvente.
Embora com excepções mas de um modo geral,
dissolve tudo bem, ácidos, bases e sais.
Congela a zero graus centesimais
e ferve a 100, quando à pressão normal.

Foi neste líquido que numa noite cálida de Verão,
sob um luar gomoso e branco de camélia,
apareceu a boiar o cadáver de Ofélia
com um nenúfar na mão.

ANTÓNIO GEDEÃO

domingo, 15 de maio de 2011

Serenidade

Vegetação luxuriante e o rumorejar da água na pequena cascata que acentua o desnível entre os dois sectores do rio, onde foram construídas piscinas naturais. Rio Xévora, ou melhor Gévora, porque corresponde ao curso deste rio em território espanhol.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Porque é Primavera...

... e os meus gerânios estão em plena floração.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sobreposição

Musgo sobre tronco de árvore. Aprendíamos na escola que, quando queríamos orientarmo-nos e não tínhamos bússola, a observação dos troncos das árvores podia indicar-nos o Norte. Esta árvore tem esta parte do tronco bem orientada a Norte.

sábado, 23 de abril de 2011

Barco e poesia

Barco na Albufeira do Alqueva

Barcarola

Um violino geme
Em um barco, singrando
No meu sonho, tão brando
Como a curva do leme.

Prolonga-lhe a derrota,
De leve espuma, um rastro;
E, no topo do mastro,
Leva uma gaivota.

Mas no fio de espuma
Onde o sonho se enreda,
É um bicho-de-seda
Num casulo de bruma!

E eu acordo a pensar
Em como se parece
Minha vida com esse
Leve barco a singrar…

Carlos Queiroz

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cortina de flores

As glicínias da pérgola do jardim municipal floresceram exuberantemente e inundaram o ar com o seu perfume forte.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Fotos

Não tenho particular interesse em fotografar o interior das igrejas. Isso poupa-me a frustração de não o poder fazer devido ao facto de, na maior parte dos casos, nelas ser proibido captar qualquer tipo de imagens.
É verdade que, nas minhas andanças por estas terras alentejanas, o mais frequente é encontrar as igrejas fechadas, a não ser que a visita coincida com horas e dias de celebrações litúrgicas.
No entanto, aconteceu há alguns dias deambular por uma povoação que tem uma forte função turística. As igrejas estavam abertas e em cada uma delas estava uma pessoa encarregada de vigiar e de dar algumas informações sobre o monumento. Espreitei para o interior de uma, mas chamaram-me a atenção uns belíssimos batentes na porta, a qual se encontrava entreaberta. Para evitar problemas, perguntei à pessoa se podia fotografar os batentes. Fez uma cara de espanto e, depois de um compasso de espera, lá me respondeu que não havia problema em fazer as fotos.
Suponho que deve ter ficado a pensar que aparecem turistas com manias muito esquisitas...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Primavera

Gerânio rosa em início de floração. Passados alguns dias, está coberto de flores.