Myrtus communis L.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
Poema do livre arbítrio
Há uma fatalidade intrínseca, insofismável,
inerente a todas as coisas e nelas incrustada.
Uma fatalidade que não se pode ludibriar,
nem peitar, nem desvirtuar,
nem entreter, nem comover,
nem iludir, nem impedir,
uma fatalidade fatalmente fatal,
uma fatalidade que só poderá deixar de o ser
para ser fatalidade de outra maneira qualquer,
igualmente fatal.
Eu sei que posso escolher entre o bem e o mal.
Eu sei que posso fatalmente escolher entre o bem e o mal.
E já sei que escolho o bem entre o mal e o bem.
Já sei que escolho fatalmente o bem.
Porque escolher o bem é escolher fatalmente o bem,
como escolher o mal é escolher fatalmente o mal.
O meu livre arbítrio
conduz-me fatalmente a uma escolha fatal.
António Gedeão
inerente a todas as coisas e nelas incrustada.
Uma fatalidade que não se pode ludibriar,
nem peitar, nem desvirtuar,
nem entreter, nem comover,
nem iludir, nem impedir,
uma fatalidade fatalmente fatal,
uma fatalidade que só poderá deixar de o ser
para ser fatalidade de outra maneira qualquer,
igualmente fatal.
Eu sei que posso escolher entre o bem e o mal.
Eu sei que posso fatalmente escolher entre o bem e o mal.
E já sei que escolho o bem entre o mal e o bem.
Já sei que escolho fatalmente o bem.
Porque escolher o bem é escolher fatalmente o bem,
como escolher o mal é escolher fatalmente o mal.
O meu livre arbítrio
conduz-me fatalmente a uma escolha fatal.
António Gedeão
quinta-feira, 15 de julho de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Hoje, poesia
Perdi os meus fantásticos castelos
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los!
Quebrei as minhas lanças uma a uma!
Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? -
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!
Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu cordel,
Perdi meu elmo de oiro e pedrarias...
Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...
Florbela Espanca
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los!
Quebrei as minhas lanças uma a uma!
Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? -
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!
Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu cordel,
Perdi meu elmo de oiro e pedrarias...
Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...
Florbela Espanca
sábado, 10 de julho de 2010
A fruta da minha região
A fruta da minha região… este é o tema da blogagem de Julho. Ora bem… qual é a fruta da minha região? Nasci numa vila do distrito de Portalegre e vivo actualmente noutra vila do mesmo distrito. Admitindo que posso considerar o distrito uma região, é preciso dar algumas voltas à cabeça para descobrir a tal fruta. Serão as uvas? Que elas dão bom vinho, parece-me haver consenso sobre isso. Mas fruta de comer… Ah! Já sei: cerejas! Cerejas da Serra de S. Mamede! Até há uma feira em Portalegre, no mês de Junho, que se chama a Feira das Cerejas. E podem crer que as de S. Julião são mesmo boas. Ou julgavam as nossas amigas beirãs que cerejas era só no Fundão?
Se lhe apetecer, pode ir lá comentar.
NOTA: As cerejas da foto são mesmo de S. Julião, Parque Natural da Serra de S. Mamede, concelho de Portalegre.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
Alentejo com Extremadura espanhola à vista
domingo, 27 de junho de 2010
Paisagem alentejana em Junho
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Por uma Papoila
Não a façam sofrer.
Não olhem a nudez da sua cor.
Se a quiserem ver
Adivinhem de longe o seu pudor.
Olhos nos olhos, não:
Cora, descora, agita-se de medo,
E é toda o desespero e a solidão
De ter na própria vida o seu degredo.
É uma donzela que não quer casar.
Veio ao mundo viver
A beleza gratuita de passar
Sem nenhuma paixão a conhecer
Miguel Torga
domingo, 20 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Rã
Anunciavam-se a distância pelo forte coaxar. Quando me aproximei calaram-se mas, depois, começaram a aparecer no cimo da camada de limos do tanque de rega da horta.
domingo, 13 de junho de 2010
Muro de pedra
Muros de pedra solta que servem para limitar a propriedade. Actualmente, as cercas de arame desempenham essa função. Estas construções, por acção do tempo e por falta de manutenção, vão desaparecendo um pouco por toda a parte.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Hoje é dia de jacarandás
quarta-feira, 9 de junho de 2010
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