Gambozino é uma animal imaginário.
Andar aos gambozinos, significa andar à toa, vaguear, vadiar, vagabundear.
É isto que eu prendendo: vaguear por vários assuntos, vários lugares, ao correr da imaginação e da disposição.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ovelhas


Pequeno rebanho de ovelhas pastando perto da aldeia. O pastor, depois de uma breve pausa à sombra de um edifício que já foi escola e que agora parece não ser nada, seguia-as em passadas lentas e calmas, encosta abaixo. Agora já pouca gente quer ser pastor. Dá muito trabalho e pouco rendimento.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Flor silvestre

À beira de uma estrada, na Serra de S. Mamede.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Papoila

Por uma Papoila


Não a façam sofrer.
Não olhem a nudez da sua cor.
Se a quiserem ver
Adivinhem de longe o seu pudor.

Olhos nos olhos, não:
Cora, descora, agita-se de medo,
E é toda o desespero e a solidão
De ter na própria vida o seu degredo.

É uma donzela que não quer casar.
Veio ao mundo viver
A beleza gratuita de passar
Sem nenhuma paixão a conhecer


Miguel Torga

domingo, 20 de junho de 2010

Bicicleta

Bicicleta caracol, num momento de descanso do viajante.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Anunciavam-se a distância pelo forte coaxar. Quando me aproximei calaram-se mas, depois, começaram a aparecer no cimo da camada de limos do tanque de rega da horta.

domingo, 13 de junho de 2010

Muro de pedra

Muros de pedra solta que servem para limitar a propriedade. Actualmente, as cercas de arame  desempenham essa função. Estas construções, por acção do tempo e por falta de manutenção, vão desaparecendo um pouco por toda a parte.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Ruínas

Na rua, pode-se espreitar para dentro da casa em ruínas.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ainda a Primavera

Imagem do campo alentejano em finais de Abril.

domingo, 30 de maio de 2010

Árvore morta

Perto do Rio Tejo, na margem Sul. No lado esquerdo, vê-se uma nesga do rio.
(clicando sobre a imagem, pode ver-se em tamanho maior)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Novidades nos campos alentejanos

Novidades nos campos alentejanos

Antes, as máquinas faziam os fardos de palha, deixando-a à vista; agora, os rolos são cobertos de plástico branco e negro.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Talhas alentejanas

 Talhas para vinho. Perderam a funcionalidade inicial e agora são objectos decorativos. As duas estão assinadas pelos artífices que as construíram. (clidando nas imagens, podem ver-se em tamanho maior).                                                                          
 




segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vinhas do Alentejo e poesia


Ex-libris

Todos bebem o seu vinho,
De qualquer modo, - mesmo os que não bebem:
Porque também é vinho o que concebem
Para esquecer o caminho.
A Poesia, é o meu vinho;
- Que importa o que os outros bebem?!

Carlos Queiroz

sábado, 22 de maio de 2010

Flor e poesia


NOVA, NOVA, NOVA, NOVA

Não era a minha alma que queria ter.
Esta alma já feita, com seu toque de sofrimento
e de resignação, sem pureza nem afoiteza.
Queria ter uma alma nova.
Decidida capaz de tudo ousar.
Nunca esta que tanto conheço, compassiva, torturada
de trazer por casa.
A alma que eu queria e devia ter…
Era uma alma asselvajada, impoluta, nova, nova,
nova, nova!

Irene Lisboa

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Gerânio e poesia


ROSAS E CANTIGAS

Eu hei-de despedir-me desta lida,
Rosas? – Árvores! hei-de abrir-vos covas
E deixar-vos ainda mais novas?
Eu posso lá morrer, terra florida!

A palavra de adeus é a mais sentida
Deste meu coração cheio de trovas…
Só bens me dê o céu! eu tenho provas
Que não há bem que pague o desta vida.

E os cravos, manjerico, e limonete,
Oh! que perfume dão às raparigas!
Que lindos são nos seios do corpete!

Como és, nuvem dos céus, água do mar,
Flores que eu trato, rosas e cantigas,
Cá, do outro mundo, me fareis voltar.

Afonso Duarte.