Gambozino é uma animal imaginário.
Andar aos gambozinos, significa andar à toa, vaguear, vadiar, vagabundear.
É isto que eu prendendo: vaguear por vários assuntos, vários lugares, ao correr da imaginação e da disposição.

domingo, 30 de maio de 2010

Árvore morta

Perto do Rio Tejo, na margem Sul. No lado esquerdo, vê-se uma nesga do rio.
(clicando sobre a imagem, pode ver-se em tamanho maior)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Novidades nos campos alentejanos

Novidades nos campos alentejanos

Antes, as máquinas faziam os fardos de palha, deixando-a à vista; agora, os rolos são cobertos de plástico branco e negro.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Talhas alentejanas

 Talhas para vinho. Perderam a funcionalidade inicial e agora são objectos decorativos. As duas estão assinadas pelos artífices que as construíram. (clidando nas imagens, podem ver-se em tamanho maior).                                                                          
 




segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vinhas do Alentejo e poesia


Ex-libris

Todos bebem o seu vinho,
De qualquer modo, - mesmo os que não bebem:
Porque também é vinho o que concebem
Para esquecer o caminho.
A Poesia, é o meu vinho;
- Que importa o que os outros bebem?!

Carlos Queiroz

sábado, 22 de maio de 2010

Flor e poesia


NOVA, NOVA, NOVA, NOVA

Não era a minha alma que queria ter.
Esta alma já feita, com seu toque de sofrimento
e de resignação, sem pureza nem afoiteza.
Queria ter uma alma nova.
Decidida capaz de tudo ousar.
Nunca esta que tanto conheço, compassiva, torturada
de trazer por casa.
A alma que eu queria e devia ter…
Era uma alma asselvajada, impoluta, nova, nova,
nova, nova!

Irene Lisboa

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Gerânio e poesia


ROSAS E CANTIGAS

Eu hei-de despedir-me desta lida,
Rosas? – Árvores! hei-de abrir-vos covas
E deixar-vos ainda mais novas?
Eu posso lá morrer, terra florida!

A palavra de adeus é a mais sentida
Deste meu coração cheio de trovas…
Só bens me dê o céu! eu tenho provas
Que não há bem que pague o desta vida.

E os cravos, manjerico, e limonete,
Oh! que perfume dão às raparigas!
Que lindos são nos seios do corpete!

Como és, nuvem dos céus, água do mar,
Flores que eu trato, rosas e cantigas,
Cá, do outro mundo, me fareis voltar.

Afonso Duarte.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ida ao museu



Já visitei bastantes museus. Escolher um é difícil pelo que me decidi pelo último.
Tratou-se de uma visita à cidade de Elvas, que se iniciou fora da cerca medieval, junto à Fonte da Misericórdia. A Praça da República é local de passagem obrigatório pela sua beleza e marcas históricas que aí se podem observar, nela se localizando a antiga Sé, templo do século XVI, mas com intervenções posteriores. Imprescindível é passar pela Igreja do Convento das Domínicas, nas traseiras da Sé, pequeno templo de planta octogonal totalmente revestido de azulejos do século XVII. Sempre subindo a colina, chegámos ao castelo, de origem islâmica, de onde se desfruta de uma paisagem a perder de vista. Percorremos as ruas próximas, estreitas e curvilíneas, características dos períodos muçulmano e medieval. A Igreja da Ordem Terceira de S. Francisco transportou-nos para o período barroco, com exuberante talha dourada e azulejos do século XVIII. Entretanto, nas íngremes ruas, fomos passando por locais ligados à função militar da cidade. Referência especial para o Cemitério dos Ingleses e os Quartéis da Corujeira (em avançado estado de degradação). Depois a entrada na Igreja de S. Domingos, com o que resta da sua origem gótica e as modificações posteriores.
Por fim, o Museu Militar, instalado no antigo Convento de S. Domingos e Quartéis do Casarão. É impressionante o acervo que se encontra quer na parada, quer no interior do edifício, cuja arquitectura é, por si só, objecto de admiração.
Curiosamente, apesar de breve, a descrição de uma pequena parte da cidade ocupou mais espaço que a do museu propriamente dito. Mas não será a cidade um museu vivo?

Este texto é a minha contribuição para a blogagem colectiva do blogo Aldeia da Minha Vida.
Pode visitar e comentar.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

domingo, 9 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Barragem dos Minutos

Barragem dos Minutos


Concelho de Montemor-o-Novo, 24 de Abril de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

Primavera


 Antevidência

Tarde policromada e perfumada,
De zumbidos contentes
E mudez reflectida…
Urgente e previdente
Em cada vida,
Bruta ou racional,
O instinto vital
Canta ou pondera,
A dar sentido às flores da primavera…

Miguel Torga

quarta-feira, 14 de abril de 2010