segunda-feira, 12 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
Paisagem
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Bosque
terça-feira, 6 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
Paisagem com torre
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Jardim primaveril
À beira do rio uma casa. Não sei se alguém lá vive. Nas águas calmas reflectem-se os choupos, ainda despidos de folhas e outras árvores da galeria ribeirinha. Manchas de plantas aquáticas cobertas de pequenas flores brancas, prolongam a imagem própria do início da Primavera.
domingo, 28 de março de 2010
Espelho
As calmas águas do limite norte da Albufeira do Caia, no Baldio de Arronches, num fim de tarde.
(Foto no Flickr. Clicar sobre a imagem para ver em tamanho maior.)
domingo, 21 de março de 2010
Dia Mundial da Poesia
Não sei que tem a luz da primavera,
Que me embebeda!
Será que eu bebo por telepatia
A alegria
Do vinho que há-de vir?
Embriagado ando, de certeza…
A cair,
Só de ver outro sol na natureza.
Miguel Torga
quinta-feira, 18 de março de 2010
Rio Nabão
Neste tempo de águas altas, o Rio Nabão corre rápido e o som produzido pela água que cai no desnível do açude é uma melodia com o seu quê de encantatório.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Barragem de Castelo de Bode
Registado a 13 de Março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
Anunciando a Primavera
domingo, 7 de março de 2010
Saramagos
A abundância de água, resultado de condições meteorológicas que têm tornado este ano um dos mais húmidos dos últimos trinta anos, tem sido propícia ao desenvolvimento da vegetação espontânea. Nos campos não culttivados e nas bermas das estradas vêm-se muitas plantas floridas, entre elas o saramago (Raphanus raphanistrum L.). A simplicidade das suas flores contrasta com a sua fama de terrível erva daninha nos campos de cereais.
quarta-feira, 3 de março de 2010
A Al-Mu’Tamid
fitei intensamente a lua:
era o teu rosto
na noite do desespero.
de ti tive abundância
em tempo de penúria.
pude viver em graça
no abrigo que me davas.
ai, a saudade dessa estima antiga!
doce era ser sob a tua sombra:
errava no verde prado
perto da fonte de água fresca!
Ibn’Ammâr (1031-1084)
O Meu Coração é Árabe – A Poesia Luso-Árabe
(Tradução de Adalberto Alves)
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Sempre que a terra continua
Sempre que a terra continua
os cavalos passam...
E os cavalos que passam
são lugares onde o sorriso se suspende
onde, de repente, o lugar da terra se quebra
ante a miséria que se afasta e grita
por entre os olhos envoltos em melancolia.
Qualquer lugar da terra
é o estreito corredor por onde os cavalos passam!...
José Manuel Capêlo (1946-2010)
Etiquetas:
José Manuel Capêlo,
poesia
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Mármore
Realmente existe um mármore como existe um desgosto
E a força que distrai os homens visíveis da presença
E a força que distrai os homens visíveis da presença
[ambulante
É comum às pedras e em especial aos mármores
na apreensão da mínima diferença.
Jorge de Sena
Foto: Mármore Marinela. Museu do Mármore, Vila Viçosa
Foto: Mármore Marinela. Museu do Mármore, Vila Viçosa
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Catástrofes
As catástrofes naturais acabam por ter como consequência, por um lado, desvendar situações de exclusão e de miséria que estavam mais ou menos camufladas e, por outro, a incúria de quem tem poderes para decidir sobre a ocupação do território. As populações mais vulneráveis são as mais fortemente atingidas. Vimos já isso em deslizamentos que acontecem frequentemente nos bairros de lata, por exemplo, do Brasil, quando as situações meteorológicas determinam grandes chuvadas; nos tsunamis que têm afectado regiões inteiras do Oriente; nos terramotos que têm acontecido nas áreas mais sensíveis a este tipo de fenómenos.
Mas o que vimos no Funchal é tão chocante nas áreas mais pobres como na parte que constituía um autêntico bilhete postal da cidade. Ver a força da água, potenciada pela enorme quantidade de materiais por ela transportados, galgar os canos em que foram transformados os leitos das ribeiras, romper estradas e ruas, destruir casas e pontes, foi um espectáculo aterrador.
Tudo isto veio mais uma vez chamar a atenção para o perigo de se ocupar o território de modo desorganizado e sem respeitar as leis da natureza. Desde há muitos anos que especialistas, nomeadamente, geógrafos, vêm chamando a atenção para a necessidade de um planeamento mais rigoroso. As análises que têm sido feitas na sequência de cheias, nomeadamente as que registaram na região de Lisboa, com especial relevo para as de 1967, explicando os factores que determinaram a perda de vidas e de bens, não tiveram qualquer efeito sobre a decisão de autorizar a ocupação de áreas de elevado risco. Infelizmente, não há mecanismos para apurar responsabilidades sobre estas decisões.
Mesmo aqui, neste canto do Alentejo, apesar de a orografia não ser propícia para acontecimentos tão graves como o da Madeira, não deixa de ser preocupante ver encanar linhas de água e construir sobre as mesmas. A prevenção continua a ser a melhor maneira de evitar desastres. Esperemos que estas lições sejam percebidas pelos responsáveis pela gestão do território, para que não venhamos a lamentar desastres que podem perfeitamente ser evitados.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Solidão
Os dias passam devagar.
Angústia da impotência
De um lugar com grades.
Muros intransponíveis,
Relações impossíveis.
Falamos e não nos ouvem,
Clamamos sem sentido.
Ilhas num mar restrito.
Solidão.
(Autor desconhecido)
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Experiências
Nunca me imaginei a dar aulas de Geografia tipo National Geographic. Além da necessária descrição, e explicação dos fenómenos geográficos a parte principal e mais importante é mostrar as paisagens e explorar os seus elementos, quer sejam de carácter físico, quer sejam os que resultam da intervenção humana.
Uma das vantagens, actualmente, é poder dispor do acesso a uma vasta informação ilustrada através da internet. Para determinados assuntos, o meu arquivo de fotografias tem sido um recurso importante. E é reconfortante verificar que as pessoas que assistem a estas minhas sessões ficam mais despertas para ver determinados aspectos, os quais antes lhes passavam completamente despercebidos.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Deambulando por Lisboa
Manhã muito fria e chuvosa em Lisboa. Apesar de tudo, um passeio que permitiu revisitar ruas que trazem memórias.
De Metro até ao Rato e a visão breve das obras de arte que ornamentam as estações. Na Rua da Escola Politécnica, uma paragem obrigatória na Císter para tomar um café. Em frente o edifício da antiga Faculdade de Ciências e o Jardim Botânico. Nunca mais lá entrei desde os tempos de frequência das aulas, antes do incêndio. Lembro as grandes salas, as madeiras escuras, o Museu de História Natural com as suas preciosidades e o magnífico jardim onde participei nalgumas aulas de Botânica.
Nas ruas perpendiculares pode vislumbrar-se, de vez em quando, uma nesga de rio, cinzento como o céu que parecia querer desfazer-se em chuva.
O Largo do Príncipe Real está em obras. Todo cercado, nota-se o local onde foram abatidas as árvores.
O elevador da Glória lá continua na sua faina de sobe e desce a colina.
Nas ruas, alguns prédios em recuperação; os velhos apresentavam-se com as cores esbatidas pela acção do tempo e da chuva. Esta Lisboa tem um encanto inigualável. Mesmo com este tempo que mais convida a ficar em casa do que andar pela rua.
Uma breve paragem serviu para descansar e observar a admirável jóia do barroco que é a Igreja de S. Roque, num ambiente confortável e aquecido, pouco comum nas igrejas.
Na descida do Chiado, a estátua de Fernando Pessoa pingava água da sua superfície metálica, tornando mais escura a pintura que a recobre.
Por fim a Rua do Ouro, o Rossio e os Restauradores, tantas vezes calcorreados há muito tempo atrás. Há muitas mudanças: lojas que desapareceram, substituídas por outras mais modernas; algumas não escondem a grande decadência que prenuncia a sua morte; outras ainda, conseguem manter-se como as conheci.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




