Gambozino é uma animal imaginário.
Andar aos gambozinos, significa andar à toa, vaguear, vadiar, vagabundear.
É isto que eu prendendo: vaguear por vários assuntos, vários lugares, ao correr da imaginação e da disposição.

domingo, 11 de outubro de 2009

Grande pote

Grande pote ou talha, que se encontra no pátio do castelo de Olivença. Memórias de um tempo em que era muito importante a actividade dos oleiros especializados na construção destes grandes recipientes destinados a guardar vinho ou azeite.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Barragem do Caia

Localizada na freguesia de S. Vicente e Ventosa, no concelho de Elvas, a barragem do Caia é do tipo contrafortes e entrou em funcionamento em 1967.
A sua construção deve-se ao plano elaborado durante o Estado Novo, para reconversão da agricultura no Alentejo. No entanto, como testemunha a inscrição gravada no cilindro de pedra que se encontra no início da barragem, quando se vem de Campo Maior, os objectivos da construção desta barragem eram muito mais vastos.
“A rega é considerada magno problema de interesse simultaneamente económico, social e militar que como nenhum outro contribuirá para a valorização do património nacional, para a criação de riqueza pública, para a absorção do nosso excesso demográfico e para o desenvolvimento do comércio interno e externo do país.
Salazar"

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Situação da albufeira do Caia

Chegámos ao fim do mês de Setembro com a albufeira do Caia a apresentar um nível de armazenamento muito baixo, com 31,3%, o menor valor registado nos dois últimos anos hidrológicos. Note-se que, enquanto em 2007/2008, a curva dos valores mensais registados coincidiu com alguns dos dados mensais, em 2008/2009, as duas curvas estiveram muito afastadas, com valores mensais muito inferiores à média.

Fonte: SNIRH

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Aloés

O aloés deve ser das plantas que mais vezes é designada nos rótulos de produtos que se encontram à venda nos supermercados e que vão desde iogurtes até detergentes.

Esta planta da família Liliaceae e do género Aloë, o qual comporta várias espécies, terá uma origem mediterrânea e são-lhe atribuídas propriedades anti-inflamatórias, fungicidas, antibióticas e regeneradoras. É utilizada desde a Antiguidade no tratamento de várias enfermidades. Na medicina natural é recomendada para a osteoporose, diabetes, úlcera do estômago, colesterol, hipertensão e inflamação do intestino. (mais informação aqui)

Para além destas utilizações, acho que é uma planta bonita, sobretudo quando exibe as suas flores. Esta foi fotografada no pátio do castelo de Olivença, onde existem vários exemplares.

sábado, 26 de setembro de 2009

Visita a Olivença 6

A abóbada da terceira sala, a mais próxima do terraço da torre de menagem.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Visita a Olivença 5

Subindo as rampas que dão acesso ao cimo da torre de menagem, as seteiras têm actualmente a função de iluminarem o interior, embora não sejam suficientes. A iluminação artificial permite aos visitantes percorrer o caminho sem qualquer problema.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Visita a Olivença 4

Da passagem no adarve também se pode ver o telhado e a torre da Igreja de Santa Maria do Castelo.

sábado, 19 de setembro de 2009

Visita a Olivença 3

A torre de menagem, vista do adarve, ou caminho da ronda.
Há bastantes anos participei num colóquio sobre Olivença. O local onde se realizou foi exactamente numa das salas da torre de menagem. Na altura, fiquei impressionado com a dimensão da sala e experimentei subir as primeiras das 17 rampas que conduzem ao alto da torre. Noutras visitas ficou sempre adiada a subida à torre. Agora, enquanto alguns dos nossos amigos visitavam o muito interessante e bem organizado museu que ocupa uma parte das salas do castelo e um edifício anexo, mas que já conhecia de uma estada anterior na cidade, revisitei a torre.
No parte térrea, existe uma sala que culmina com uma estrutura muito interessante. As sucessivas rampas dão acesso a mais duas amplas salas. Visitei as três mas faltou chegar ao terraço superior.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Visita a Olivença 2

A Praça de Santa Maria vista das muralhas do castelo medieval e o casario que se estende na planura onde se situa a cidade de Olivença. Vê-se, à direita, a torre da Igreja da Madalena.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Visita a Olivença

A belíssima Igreja da Madalena, em estilo manuelino, mandada construir no reinado de D. Manuel, quando Olivença era a sede do bispado de Ceuta.

Não me canso de visitar Olivença. É uma prazer ver como têm sido recuperados os seus monumentos e o antigo casco urbano. A cidade respira o orgulho do seu passado português, mas olhando para o futuro e para o seu desenvolvimento.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Duas árvores


Foram plantada na mesma altura, há menos de 30 anos, numa das pracetas da urbanização. No entanto, a tipuana, à esquerda, apesar de lhe terem retirado pelo menos uma das ramadas mais baixas, tornou-se uma árvore de dimensão apreciável e que faz o consolo dos que descansam à sua sombra refrescante nestes dias de calor. Já o carvalho que lhe faz companhia, à direita na foto, tem crescido mais lentamente. São duas belas árvores.

sábado, 5 de setembro de 2009

Albufeira do Caia

O nível de armazenamento, no final do mês de Agosto caíu para 33,5%. No ano passado, no mesmo mês, registava-se um valor de 67,9%, segundo dados publicados pelo SNIRH.
Parece não haver razão para estarmos precupados (???). Em certas alturas, o cheiro da água que sai das torneiras não engana quanto à qualidade da água da albufeira. Imagino a quantidade de produtos químicos que leva para chegar, apesar de tudo, com um aspecto aceitável às nossas casas.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Árvores

É como se fosse um tecto verde. Descansei por momentos à sua sombra refrescante num dia quente de Verão.

sábado, 29 de agosto de 2009

Festival do Crato

Ontem fui até ao Crato. As portas do recinto do festival abriram mais cedo e aproveitámos para ver os expositores e vendedores de artesanato ainda com a luz do dia.
No que respeita ao artesanato, muitas tendinhas, mas não havia grandes novidades. É sempre agradável ver as peças feitas em cortiça e algumas das artes manuais das mulheres da região, como os bordados.
À medida que o dia ia chegando ao fim, as pessoas começaram a chegar, notando-se que, progressivamente, os espaços iam ficando mais cheios. Gente que chegava para jantar e outros também para assistir aos espectáculos. Este começaram relativamente cedo e com alinhamento destinado a todas as faixas etárias e gostos diversificados.
Gostei particularmente de rever JP Simões, acompanhado de bons músicos, interpretando temas de qualidade que me fizeram lembrar os grandes trovadores da canção francesa.
O regresso aconteceu já ia avançada a actuação de Susana Félix, um caso interessante da música portuguesa. Entretanto, o recinto ia ficando apinhado de gente. O antigo Rossio que tão bem conheci, começa a ser pequeno para conter todas as pessoas que se deslocam para assistir aos bons espectáculos que se realizam durante do período do festival. Estranhamente, dado o adiantado da hora, fora do recinto havia muitos jovens e uma fila apreciável de pessoas para adquirirem bilhete de entrada, certamente com a intenção de assistir aos últimos espectáculos do dia.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Lamentações

Rosa branca, lembrança de outros tempos

Este calor tem sido fatal para algumas das minhas plantas. Nem as coberturas que foram postas para as sombrear atenuaram as temperaturas que frequentemente ultrapassaram os 40ºC.
Depois foram as pragas. A mariposa dos gerânios atacou em força e, além de ter de cortar os caules infectados, comidos por dentro pelas larvas, acabei por ter de usar um insecticida específico. Não gosto de usar estes produtos, mas às vezes não há outro remédio. Também a cochonilha atacou algumas plantas mas, neste caso, vou-as catando com a ajuda de papel. Este insecto é particularmente irritante porque consegue sugar a seiva das plantas, as quais acabam por morrer. Descobri recentemente que aquela cor avermelhada que fica no papel quando as tiro das plantas é uma substância designada por carmim, um corante muito utilizado em produtos alimentares e até na indústria farmacêutica. Confesso que fiquei um pouco enojada quando descobri que umas pastilhas para a tosse e rouquidão que utilizava frequentemente deviam a sua cor ao extracto de cochonilha. Acho que nunca mais as vou usar.
Mas todas estas contrariedades são compensadas pela colónia de osgas que se instalou no terraço. Já fizeram criação pois já vi algumas jovenzinhas passeando pelas paredes. Espero é que elas não se lembrem de se aventurar pelos domínios da vizinhança porque certamente teriam um fim trágico.

sábado, 22 de agosto de 2009

Tília

Recordando a visita que fiz, em Maio, à Casa de Mateus, em Vila Real, e a imagem da grande tília entre o palácio e o jardim.
Só pode ser, sem dúvida, uma árvore feliz.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

As árvores

Conheci Maria José Rijo, primeiro, através do seu blogue. No ano passado resolvi visitar a exposição dos seus trabalhos, expostos no Museu da Fotografia de Elvas, exactamente no dia em que se realizou a Procissão dos Pendões, a qual inicia as festas em honra do Senhor Jesus da Piedade. Como faltava algum tempo para a procissão, pudemos falar um pouco, tendo-me guiado na visita às obras que tinha expostas. Estes momentos serviram para consolidar a ideia que tinha ido formando sobre ela: uma pessoa culta e interessada pela sua cidade.
Recebo no meu outro blogue todos os posts que vai publicando e leio com interesse o que escreve. A defesa do património é uma das suas frentes de intervenção cívica. Tanto do património construído, como do património natural. Há dias publicou um texto que tem já algum tempo, publicado no Jornal Linhas de Elvas, no dia 3 de Abril de 1987, mas que, infelizmente continua actual e se pode aplicar não apenas a Elvas mas a muitas outras localidades. Tem o título Na mesma tecla e fala sobre o tratamento que é dado às árvores do espaço público. Um belo texto que é, ao mesmo tempo, um grito de revolta contra a ignorância e a prepotência de quem decide destruir, sem qualquer hesitação, um bem que é de todos. Vale a pena ler e meditar sobre as suas sábias palavras.

domingo, 16 de agosto de 2009

Óleos e ambiente

Da página da VALNOR, retirei a seguinte informação:

"Os Óleos Alimentares Usados (OUA) são muito prejudiciais à pureza da água e às estruturas de saneamento das cidades quando despejados directamente nas redes de esgoto. A recolha dos OUA, em recipientes próprios para o efeito, é mais uma actividade da VALNOR que beneficia o ambiente, através da recuperação dos OUA, da diminuição das emissões de partículas de Carbono e de compostos de enxofre, permitindo, através da sua transformação em Biodiesel, substituir parte da importação de gásoleo e, graças à sua superior capacidade lubrificante, aumentar o tempo de vida útil dos motores.
A VALNOR com o objectivo de dar uma solução ambientalmente correcta aos Óleos alimentares usados, produzidos na sua área de actuação, deu inicio à sua recolha no mês de Maio de 2005. Foram percorridos os restaurantes, escolas, lares e outras entidades produtoras de OAU, nos 19 Concelhos abrangidos pelo nosso sistema e foram distribuídos recipientes apropriados para a recolha deste tipo de resíduo.
No ano 2005 foram recolhidas e encaminhadas para valorização 20.93 toneladas de OAU, distribuídos pelos Concelhos da seguinte forma… (ver mais)
No ano 2006 foram recolhidas e encaminhadas para valorização 69.41 toneladas de OAU, distribuídos pelos Concelhos da seguinte forma… (ver mais)
De forma a que toda a população possa entregar os óleos que são utilizados nas sua habitações, foram também colocados recipientes, em conjunto com as Câmara Municipais de cada Concelho, em locais acessíveis a todos os munícipes."
.
Estamos em 2009. Já procurei e não encontrei no concelho de Campo Maior os tais recipientes que servem para depositar os óleos usados.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Calor e trovoadas

Os últimos dias têm sido de um calor sufocante. Depois de um período em que a temperatura esteve um pouco abaixo do normal para a época, uma situação meteorológica de anticiclone ocupando a Península Ibérica, faz com que o ar que nos chega de Leste seja muito quente e seco.

As previsões dizem que podem ocorrer nuvens e anunciam possibilidade de haver trovoadas, as temíveis trovoadas de Verão. Era nesta altura que, em tempos passados, se ouvia a reza a Santa Bárbara, a protectora que nos podia livrar dos males causados por estes fenómenos meteorológicos. Não era raro acontecerem mortes devido aos raios. Lembro-me de ouvir dizer que as mortes aconteciam quando os homens que andavam no campo se abrigavam debaixo de árvores ou sob um guarda-chuva com ponta metálica. Depois, nos anos que vivi na grande cidade deixei de ouvir o relato destes acontecimentos. E agora também não. Talvez porque há cada vez menos gente a trabalhar nos campos ou então porque os que lá andam são mais esclarecidos e sabem proteger-se dos riscos associados às trovoadas.

Nestes dias o melhor é não sair de casa. A grande ilha de calor que é a vila torna insuportável uma simples ida à rua. O calor libertado pelo pavimento e pelas paredes torna risível a previsão do valor máximo da temperatura do ar para esta região. Ultrapassado, em muito, o nível de conforto térmico, resta-nos esperar pacientemente o final do Verão e a chegada dos doces dias de Outono.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Evocando D. Dinis em Estremoz


D. Dinis

Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.

Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.
Fernando Pessoa