quarta-feira, 19 de agosto de 2009
As árvores
domingo, 16 de agosto de 2009
Óleos e ambiente
A VALNOR com o objectivo de dar uma solução ambientalmente correcta aos Óleos alimentares usados, produzidos na sua área de actuação, deu inicio à sua recolha no mês de Maio de 2005. Foram percorridos os restaurantes, escolas, lares e outras entidades produtoras de OAU, nos 19 Concelhos abrangidos pelo nosso sistema e foram distribuídos recipientes apropriados para a recolha deste tipo de resíduo.
No ano 2005 foram recolhidas e encaminhadas para valorização 20.93 toneladas de OAU, distribuídos pelos Concelhos da seguinte forma… (ver mais)
No ano 2006 foram recolhidas e encaminhadas para valorização 69.41 toneladas de OAU, distribuídos pelos Concelhos da seguinte forma… (ver mais)
De forma a que toda a população possa entregar os óleos que são utilizados nas sua habitações, foram também colocados recipientes, em conjunto com as Câmara Municipais de cada Concelho, em locais acessíveis a todos os munícipes."
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Calor e trovoadas
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Evocando D. Dinis em Estremoz
Na noite escreve um seu Cantar de Amigo
O plantador de naus a haver,
E ouve um silêncio múrmuro consigo:
É o rumor dos pinhais que, como um trigo
De Império, ondulam sem se poder ver.
Arroio, esse cantar, jovem e puro,
Busca o oceano por achar;
E a fala dos pinhais, marulho obscuro,
É o som presente desse mar futuro,
É a voz da terra ansiando pelo mar.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Memórias

A festa foi uma novidade por causa dos enfeites das ruas. Esta entrada, vim a saber mais tarde, era uma inovação. Foi inspirada na gravura que existia nos maços de tabaco Português Suave e desenhada por um dos "artistas" fixados na vila, chamado Jacinto Costa, meu irmão mais velho.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
A situação da Albufeira do Caia

Acompanho, com alguma regularidade, através da página do Serviço Nacional de Informação de Recursos Hidrícos, a evolução da situação da albufeira do Caia. Disso já aqui tenho dado conta, fazendo notar que este ano hidrológico está a ser particularmente preocupante no que respeita ao nível de armazenamento da albufeira.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Rua estreita
sábado, 1 de agosto de 2009
El Silencio
Es un silencio ondulado,
un silencio,
donde resbalan valles y ecos
y que inclina las frentes
hacia el suelo.
Federico Garcia Lorca
quinta-feira, 30 de julho de 2009
O plátano
segunda-feira, 27 de julho de 2009
As árvores e os jornais
Na edição de Sexta-feira, 24 de Julho de 2009, o Região em Notícias de Campo Maior, publicou na página 6, um artigo da autoria de David Romão, intitulado "A árvore no meio urbano".
O autor começa por referir a função que desempenham as designadas "florestas urbanas", ao nível da qualidade do ar, diminuindo a quantidade de CO2, filtrando outros poluentes existentes na atmosfera e diminuindo os níveis de ozono, gás que, nas baixas camadas da atmosfera, é muito prejudicial para a saúde das pessoas. A nível da água, as raízes facilitam a infiltração da água no solo e diminuem a escorrência superficial. As árvores têm um papel muito importante ao atenuarem as temperaturas extremas e, quando integradas em parques ou jardins, proporcionam áreas de lazer com várias funções sociais.
Refere as acções que se vão multiplicando de destruição das zonas verdes para nelas se instalarem estruturas com outras funções, como edifícios e parques de estacionamento.
Os dois últimos parágrafos são dedicados à situação que se observa em algumas localidades, entre as quais Campo Maior, no que respeita "às desastrosas podas que aplicam nas árvores existentes, estas podas são limpezas anuais que são efectuadas com suposta intenção de rejuvenescer, no entanto é drástica a forma como é realizada.
Cortes totais dos ramos anuais, deixam as árvores unicamente com o tronco principal, provocando a estes seres vivos, que convivem diariamente connosco, feridas gravíssimas, regenerativas sem dúvida mas extremamente desgastantes, reduzindo imenso a esperança de vida de algo que nos é tão útil."
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Alentejo
Num parto repousado,
Por não sei que matrona natureza
De ventre desmedido,
Olho, pasmado,
A tua imensidade.
Um corpo nu, em lume ou regelado,
Que tem o rosto da serenidade.
Miguel Torga
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Flores do loendro
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Almada Negreiros
Já há muitos anos que tenho em casa as Obras Completas de Almada Negreiros, edição da Editorial Estampa, publicadas no já longínquo ano de 1971.Quando foram compradas, numa primeira tentativa de leitura, achei estranha a escrita e desisti. Há pouco tempo, peguei por acaso no volume 4, o qual reúne a poesia do autor e, quando comecei a ler, foi para mim uma descoberta surpreendente. Aviso já que não sou especialista em literatura. Apenas posso dizer quando gosto ou não gosto, sem encontrar interpretações mais ou menos complicadas como as que são usadas no ensino secundário e que fazem a infelicidade de muitos alunos.
Já aqui "copiei" algumas de que gostei. Não tendo eu qualquer capacidade ou "vocação" para escrever poesia, achei, no entanto muito sensata a ideia de que "Aquele que sente a vocação da Poesia, logo se crê obrigado a passá-la para a escrita. Porém, há diferenças entre o que foi realmente nosso e o que não passa de uma glosa de outro autor. Ao segundo caso é francamente preferível o plágio nu. A cópia fiel ainda é a melhor passagem para o original." Este texto é um excerto do "Prefácio ao livro de qualquer poeta", do volume acima referido. Claro que não tenho andado a plagiar porque não dou como minhas as palavras do poeta.
sábado, 18 de julho de 2009
Centenário das Palavras
É preciso festejar todos os dias o centenário das palavras."
.
Almada Negreiros
quinta-feira, 16 de julho de 2009
História das Palavras
Houve um homem sozinho que se pôs a espreitar esta diferença – havia pessoas maravilhadas e outras que estavam cansadas.
Depois ainda espreitou melhor: Todas as pessoas estavam maravilhadas, depois não sabiam aguentar-se maravilhadas e ficavam cansadas.
As pessoas estavam tristes ou alegres conforme a luz de cada um – mais luz, alegres – menos luz, tristes.
O homem sozinho ficou a pensar nesta diferença. Para não esquecer, fez uns sinais numa pedra.
Este homem sozinho era da minha raça – era um Egípcio!
Os sinais que ele gravou na pedra para medir a luz por dentro das pessoas, chamaram-se hieróglifos.
Mais tarde veio outro homem sozinho que tornou esses sinais ainda mais fáceis. Fez vinte e dois sinais que bastavam para todas as combinações que há ao Sol.
Este homem sozinho era da minha raça – era um Fenício.
Cada um dos vinte e dois sinais era uma letra. Cada combinação de letras uma palavra."
terça-feira, 14 de julho de 2009
Verde e amarelo
domingo, 12 de julho de 2009
Túnel verde
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Fim do dia
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Canção para o Alentejo
Vastidão de Portugal
Futuro, continental!
Terra lavrada, que vejo
A ser mar mas sem ter sal.
Ondas de trigo maduro
Onde mais ninguém se afoga:
Danças alegres da roga
Que vindima no meu Doiro
E vem colher o pão loiro
Da inteira fraternidade
Que falta a esta metade
De coração largo e moiro…
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Hora de estrellas
sobre el pentagrama
del infinito.
Yo me salgo desnudo a la calle,
maduro de versos
perdidos.
Lo negro, acribillado
por el canto del grillo,
tiene esse fuego fatuo,
muerto,
del sonido.
Esa luz musical
que percibe
el espíritu.
Los esqueletos de mil mariposas
Duermen en mi recinto.
Hay una juventud de brisas locas
sobre el rio.