Gambozino é uma animal imaginário.
Andar aos gambozinos, significa andar à toa, vaguear, vadiar, vagabundear.
É isto que eu prendendo: vaguear por vários assuntos, vários lugares, ao correr da imaginação e da disposição.

sábado, 27 de outubro de 2007

O jardim de Campo Maior (2)

Começou recentemente uma nova fase da denominada requalificação do jardim. As anteriores já descrevi aqui.
A intervenção actual continua, para Oeste, a última fase de que resultou uma área onde pontificam os canteiros relvados.

Era este o aspecto do jardim nos primeiros dias do mês de Agosto de 2007. As acácias-do-Japão estavam floridas e formavam uma fila que bordejava esta parte do jardim. Em primeiro plano, as jovens árvores, julgo serem Tipuanas, que substituiram as que foram abatidas para a remodelação do eixo central.
Era, sem dúvida, uma área muito densamente arborizada, talvez demasiadamente. Estava, em parte, delimitada também por diversas sebes de buxo, como era o caso do lago que se encontra na parte central e que não se consegue ver na fotografia. Eram nítidas as marcas do abandono a que tinha sido votado há já bastante tempo.

Neste mês de Outubro começaram as obras. Das árvores anteriormente existentes só ficaram cinco pinheiros e dois medronheiros. O buxo e outros arbustos também foram arrancados. Admito que muitas das acácias-do-Japão se encontravam em muito mau estado, sendo frequente a queda de ramos. Uma das consequências do abate das árvores foi, mais uma vez, ficarem em evidência os pinheiros, alguns dos quais desvendaram toda a sua beleza e imponência.

O pinheiro da parte mais ocidental da área intervencionada.

Os outros quatro pinheiros, sendo o da esquerda de dimensão apreciável e muito bonito. Entre este e os outros três, um dos medronheiros. A estrutura do lago, com a grade de ferro forjado que o delimita, ficou visível.


Neste momento, o que antes poderia considerar-se um excesso de vegetação, é agora uma área pouco arborizada. Não sei como é o projecto para a remodelação desta parte do jardim. Se seguir o modelo da área anteriormente intervencionada, é de temer que o relvado impere e que diminua radicalmente a área sombreada.
Resta-nos esperar para ver o que resulta dos trabalhos em curso.

domingo, 21 de outubro de 2007

Desfile de fanfarras

No primeiro dia da semana de festas, 20 de Outubro, aconteceu o 1º Encontro de Fanfarras, com um desfile em que participaram bombeiros voluntários de várias vilas e cidades da região de Lisboa, Ribatejo e Alentejo.
Foi um espectáculo bonito, com as fanfarras a mostrar coreografias mais ou menos elaboradas. Algumas destacaram-se pelo aprumo e qualidade de execução musical e coreográfica.







Mais festas

Depois de pouco mais e um mês de descanso, a vila volta a animar-se com uma semana de festas. O pretexto é homenagear os avós.
Não contesto a importância de se organizarem este tipo de festas, que culminam com um grande almoço oferecido aos avós mais velhos. Mas mais importante será organizar actividades durante todo o ano, que proporcionem às pessoas que já atingiram a idade da reforma, uma ocupação regular.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

domingo, 7 de outubro de 2007

Frutos de Outono no jardim

Frutos do pilriteiro ou espinheiro-alvar (Crataegus monogyna)

Frutos de uma planta que suponho ser Pyricantha coccinea

Frutos da murta (Myrthus communis, L.) - murtinhos ou murtunhos

Frutos de um Cupressus
Fotos: 3 de Outubro no jardim-parque de St. António dos Cavaleiros, Loures

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Flores na relva

Num jardim é sempre possível descobrir pequenas maravilhas. Neste começo de Outono, a relva aparece pontilhada de pequenas flores.



Fotos: 3 de Outubro no jardim-parque de St. António dos Cavaleiros, Loures

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Contrabandistas

Realizou-se nos dias 28, 29 e 30 de Setembro uma feira transfronteiriça, da iniciativa conjunta do Ayuntamiento de Villar del Rey e do Município de Campo Maior, subordinada ao tema "Los contrabandistas", actividade que teve grande importância no desenvolvimento económico das duas comunidades.
Do programa constavam várias actividades: actuação de grupos de dança e cantares das duas localidades, mesas redondas onde especialistas e antigos contrabandistas apresentaram testemunhos vividos nessa actividade, uma maratona fotográfica e visitas guiadas a sítos de interesse. Havia ainda uma área onde estavam representadas algumas actividades económicas das duas povoações, bem como a exposição de objectos relacionados com o contrabando.
Na exposição evocativa da actividade dos contrabandistas, estavam algumas peças de interesse. No pátio da escola onde se realizou este evento estava uma réplica de cabana usada pelos pastores da região.

Cabana-abrigo feita em palha.


Interior da cabana. Podem ver-se uma lanterna corta-fogo, um garrafão, utensílios para o fabrico do queijo e uma trempe.


Banco de cortiça e alforges.

No espaço interior da exposição, entre outros utensílios, uma balança decimal, indispensável para pesar as mercadorias destinadas ao contrabando.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Villar del Rey

Foi por uma circunstância não planeada que visitei, no dia 29 de Setembro, Villar del Rey. Realizava-se uma feira em que se evocava uma actividade que foi importante para esta região raiana: o contrabando. É uma povoação da província de Badajoz, integrada na Comarca de los Baldios, situada a Norte daquela cidade. Separam Villar del Rey da fronteira portuguesa apenas 15 km, distância que era facilmente percorrida pelos contrabandistas que, até à decada de 80 do século XX, asseguravam o comércio não legal entre os dois países.
A povoação é relativamente pequena e os motivos de interesse não são muitos. As casas têm uma arquitectura que nos é estranha, muito característica destas povoações da Extremadura espanhola. Destaco alguns elementos interessantes:

Igreja Paroquial de Nossa Senhora dos Remédios, toda construída em pedra, tendo sido edificada nos séculos XV e XVI. Atendendo à arquitectura, sobretudo à abóbada que cobre as naves, podemos identificar uma estrutura de gótico tardio a anunciar o plateresco. É de notar a desproporção provocada pelo acrescento da torre para lá colocar o relógio.

O portal principal apresenta-se com arco de volta perfeita, a tender para arco ultrapassado, mantendo, no arco decorativo exterior, uma sugestão do arco quebrado, tão característico do gótico.

O portal lateral apresenta um arco timidamente ultrapassado, a anunciar a passagem a elementos arquitectónicos que vão caracterizar o plateresco.

Ermida de Nossa Senhora do Rosário, situada na Plaza de España, de arquitectura popular.

À esquerda da Ermida de Nossa Senhora do Rosário, uma casa com o rés-do-chão recuado para dar lugar a uma área coberta, uma arcada que comunica com a praça.