Gambozino é uma animal imaginário.
Andar aos gambozinos, significa andar à toa, vaguear, vadiar, vagabundear.
É isto que eu prendendo: vaguear por vários assuntos, vários lugares, ao correr da imaginação e da disposição.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A situação da Albufeira do Caia






Fonte: SNIRH

Acompanho, com alguma regularidade, através da página do Serviço Nacional de Informação de Recursos Hidrícos, a evolução da situação da albufeira do Caia. Disso já aqui tenho dado conta, fazendo notar que este ano hidrológico está a ser particularmente preocupante no que respeita ao nível de armazenamento da albufeira.

O gráfico apresentado na página do SNIRH mostra claramente a situação no final do mês de Julho, podendo ser comparada quer com o mesmo mês do ano passado, quer com as médias. No que respeita ao mês Julho, em 2008, registava-se um nível de armazenamento na ordem dos 52,4%, enquanto este ano o valor é de 37,8%.

No conjunto das albufeiras da bacia do Guadiana é a segunda com nível mais baixo, estando em primeiro lugar a Vigia, com um armazenamento na ordem dos 22,7%.

O ano hidrológico em curso só termina em Setembro e, pelo menos, o segundo semestre está classificado de "seco". A irregularidade das chuvas na nossa região não permite prever como será o próximo que começa em Outubro. Se for um ano com chuvas abundantes, não haverá problema com o estado actual da albufeira do Caia e, logicamente, com o abastecimento público de água aos concelhos servidos pela rede com origem nesta albufeira. Mas se acontecer um ano seco, é provável que surjam problemas graves.

Desconheço se os concelhos servidos pela água do Caia têm algum plano para a contingência de escassez de água. Seja como for, era natural que já houvesse algum alerta às populações no sentido de as sensibilizar para o facto de se tratar de um recurso que tem limitações e que é preciso cuidar de utilizar do modo mais racional possível, para prevenir situações que serão muito penosas para os meios urbanos que não possuem outras alternativas.

2 comentários:

Anónimo disse...

Isto chega-lhe, ou é necessário ir buscar os dinheiros dos subamarinos ou BPP (N) ?

Quem amansa os patos bravos?

Os construtores civis são quem hoje verdadeiramente manda nas câmaras municipais. Na maioria dos concelhos, não há um único negócio com relevância económica que não passe pelas construtoras e suas associadas.

Nada lhes escapa, a começar pelas obras públicas, sempre caras e por vezes de má qualidade. Os custos com trabalhos extraordinários raramente têm controlo, como o atestam as derrapagens nas contas dos estádios do "Euro" ou na expansão do metro de Lisboa.

São também os imobiliários que dominam os mecanismos perversos e mafiosos do urbanismo, ora construindo sem licenças, ora conseguindo a aprovação de operações urbanísticas irregulares, ou mesmo alterando os planos directores a seu bel-prazer. O edifício do Vale do Galante, na Figueira, ou a Quinta do Ambrósio, em Gondomar, são exemplos bem visíveis deste tipo de práticas e constituem feridas profundas no regime democrático.

E são ainda as construtoras os principais accionistas das empresas de recolha de lixo, hoje detentoras de contratos de concessão a dez ou mais anos. Garantem assim que as taxas de resíduos sólidos pagas pelos cidadãos lhes vão cair directamente no regaço. Muitas empresas do sector do ambiente mais não são do que construtoras travestidas de ecologistas.

Não lhes bastando o domínio do solo, evoluíram depois para o subsolo, numa primeira fase através das concessões de parques de estacionamento. Com a cumplicidade de dirigentes dos dois principais partidos, empresas como a tristemente famosa Bragaparques do corrupto senhor Névoa, dominam o estacionamento das cidades e a sua vontade determina até os fluxos de trânsito.

Avançam ainda para o controlo dos portos, através de contratos obtidos sem concurso, como a prorrogação da concessão do terminal de contentores de Lisboa, oferecido à Mota Engil, do socialista Coelho.

Mas a gula dos empreiteiros não esmorece, a saga continua. A última moda tem sido as parcerias público-privadas para a distribuição de água e saneamento. A maioria destes acordos é um verdadeiro suicídio para os municípios, pois assegura receitas mínimas para o negócio, aumenta escandalosamente os preços e garante lucros para os privados, sendo os prejuízos caucionados pelos orçamentos camarários.

São pois diversas as formas de canalizar recursos municipais para o enriquecimento dos patos bravos do betão. Por este andar, já só falta mesmo os contribuintes pagarem os impostos… directamente às construtoras.
...de Paulo Moais no JN.

Anónimo disse...

(submarinos)