Gambozino é uma animal imaginário.
Andar aos gambozinos, significa andar à toa, vaguear, vadiar, vagabundear.
É isto que eu prendendo: vaguear por vários assuntos, vários lugares, ao correr da imaginação e da disposição.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Cambria

Quando me aposentei, a Graciete e o Jorge ofereceram-me uma bonita e exótica Cambria. Tinha uma espiga florida que durou bastante tempo. Mudei-a para um vaso maior com substrato próprio para orquídeas.
Depois disso, passou o inverno no parapeito de uma janela e não tinha um aspecto muito feliz. Temi que não voltasse a florir.
No verão coloquei o vaso no pátio do rés-do-chão, abrigado por uma guarda-sol. Pareceu gostar do sítio e desenvolveu novas folhas.
Foi com alegria que descobri que tinha três espigas florais. As florinhas, de forma exótica, mais parecendo aranhas, já começaram a abrir.

Agora, para evitar os frios nocturnos, está em casa, perto de uma janela por onde entram os raios solares durante a manhã.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Plátanos no Outono

Quando mudei de casa, de Lisboa para o concelho de Loures, uma das coisas que mais me agradou na nova casa foi o desafogo de vistas das minhas janelas. Na antiga casa, mal chegava à janela, quer da frente, quer das traseiras, tinha a casa dos vizinhos a uma pequena distância. Quase podia partilhar a vida que cada um deles fazia. Na nova casa, as janelas dão para uma ampla praceta que foi arborizada com algumas espécies, predominando os plátanos, mas também choupos, falsa-acácia, olaia e árvore dos rosários. As árvores cresceram muito. Apesar de, há uns anos, a autarquia ter mandado fazer um corte quase radical nas árvores que ladeiam a avenida, as da praceta não foram podadas.
Ao longo do ano é possível acompanhar o ciclo vegetativo das árvores e dos seus habituais moradores, os pardais, que em certos dias fazem uma chilreada monumental.
No passado fim de semana os plátanos exibiam as suas cores outonais.

Os plátanos vistos de uma das minhas janelas

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Tradição e mudança - casos pouco exemplares

É frequente ouvir dizer que o Alentejo é uma das regiões do país onde a arquitectura popular tem sido mais preservada. Quando se pensa nas aldeias e vilas alentejanas temos a imagem de casas baixas, algumas de 1º andar, com as fachadas brancas e rematadas por barras de cores, principalmente, azul, amarelo e verde.
No entanto, se isto é verdade para algumas povoações, não se aplica a muitos casos. A recuperação das antigas casas, necessária para continuarem a ser habitadas, não tem sido feita de modo razoável. É evidente que as obras no interior são fundamentais para dotar as casas de níveis de conforto e de funcionalidade que não tinham.
O espaço interior é privado e cada um faz dele o que bem entende em termos de decoração. Já o mesmo não se pode dizer da parte da casa que pertence ao espaço público. Muitas autarquias consentiram, por decisão ou por omissão, que as fachadas das casas fossem modificadas quanto ao seu revestimento. A cobertura com azulejos e outros materiais choca sobretudo porque são de muito mau gosto. Constituem notas dissonantes no conjunto das outras casas.

Este é um dos muitos exemplos. A grande fachada cega e escura é apenas interrompida pela porta e pelo "armário" que contém os contadores de água e electricidade. O rodapé acompanha o gosto do proprietário.