Junto ao santuário do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas, foi construído um jardim cujo lago foi inaugurado em 1902. Rodeando esta parte do jardim, encontram-se belos exemplares de Cupressus, pinheiros, plátanos e outras espécies.
Gambozino é uma animal imaginário.
Andar aos gambozinos, significa andar à toa, vaguear, vadiar, vagabundear.
É isto que eu prendendo: vaguear por vários assuntos, vários lugares, ao correr da imaginação e da disposição.
Andar aos gambozinos, significa andar à toa, vaguear, vadiar, vagabundear.
É isto que eu prendendo: vaguear por vários assuntos, vários lugares, ao correr da imaginação e da disposição.
sábado, 29 de setembro de 2007
Jardim da Piedade em dia de feira
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Senhor Jesus da Piedade
O Senhor Jesus da Piedade é um local de romaria e de peregrinação. No dia 20 de Setembro acontece a procissão dos pendões, vindos das várias freguesias e que, concentrados na Sé, vão percorrer a distância entre o centro da cidade e o local dos arredores onde se situa a igreja.
No dia 30 farão a viagem em sentido contrário.
A este lugar de culto se dirigem os peregrinos para invocarem as graças do Senhor ou para agradecerem algum milagre. Os testemunhos desses milagres estão distribuídos por várias salas adjacentes à igreja. Quadros ingénuos, pintados ou bordados, que ilustram os milagres acontecidos, fotografias com a descrição da graça alcançada, figuras de cera com diferentes significados. Esta exposição de ex-votos é significativa da devoção e esperança depositada pelas pessoas na resolução dos seus males e aflições por via da fé.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Feira de S. Mateus, Elvas (3)
Um dos indicadores da importância de uma feira será a quantidade de estruturas de diversão. Neste aspecto, a feira de S. Mateus é muito importante. A área dedicada a carrosséis e carrinhos de choque é bastante grande e é vizinha da área onde se concentra a venda de automóveis.
Carros e carrinho
domingo, 23 de setembro de 2007
Feira de S. Mateus, Elvas (2)
A feira de S. Mateus era, como muitas outras feiras, um importante centro de comércio de gado. Actualmente, o que lá pude observar foram alguns cavalos e apetrechos relacionados com estes animais.
A feira do gado continua a realizar-se junto à ermida do Calvário. Até à decada de 30 do século XX, era aqui que acontecia toda a feira. A partir daí, a maior parte, com excepção do gado, passou para os terrenos junto ao santuário do Senhor Jesus da Piedade.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Feira de S. Mateus, Elvas
Começou ontem a feira de S. Mateus e a romaria do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas. Esta feira e a romaria são acontecimentos muito antigos e consituíam o ponto de encontro de muita gente do Alto Alentejo que aqui se dirigia quer para comprar os artigos que se encontram numa grande feira, quer para conviver e divertir-se.
É um acontecimento cuja data se inscreve nas festas equinociais dos povos que, na Antiguidade, celebravam os grandes momentos do movimento anual aparente do Sol: os equinócios e os solstícios. As festas cristãs aproveitaram essas datas festivas, já enraizadas na cultura pagã dos povos, para realizarem a homenagem aos seus santos.
Pela consulta do programa, soube que hoje haveria um desfile de carros de Vila Boim, recriando a deslocação que os habitantes desta povoação faziam para assistirem às festas, na semana em que estas decorriam.
Atrás iam os objectos que não cabiam dentro do carro: cadeiras, bilhas, cestos e um molho de lenha.
Integrava o cortejo um grupo de homens que tocavam e cantavam as "saias". Ao contrário do que acontece em Campo Maior, onde as "saias" são cantadas sobretudo por grupos onde predominam as mulheres, estes homens de Vila Boim cantavam esta moda alentejana, mas, curiosamente, com os mesmas quadras que são cantadas em Campo Maior.
.
O Senhor da Piedade,
Tem vinte e quatro janelas;
Quem me dera ser pombinha,
Para pousar numa delas.
....
Camponesa, camponesa,
Eu sou de Campo Maior;
Tenho a minha fala presa,
Não posso cantar melhor.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Ranchos folclóricos
Em Campo Maior, assistimos, em dois fins-de-semana consecutivos, a desfiles de ranchos folclóricos. Oriundos de várias terras do Alto e do Baixo Alentejo, desfilaram pelas ruas, exibindo-se com as roupagens que pretendem ilustrar a vida das sociedades rurais de, pelo menos, há um século. As roupas de trabalho diziam respeito a várias tarefas do campo ao longo do ano agrícola: da monda, da ceifa, da apanha da azeitona. Os pastores também estavam representados. Viam-se igualmente alguns figurantes com roupas mais elaboradas, correspondendo a pessoas de mais posses ou a trajes de festa, de passeio e de luto.
Enquanto mostra etnográfica, nada se pode apontar. Apenas me parece que, em pleno verão, com temperaturas a rondar os 40ºC, se possam sujeitar pessoas a desfilar com roupas mais próprias dos frios do Inverno. Como exemplo, refiro-me aos homens com os trajes de pastor, com safões e pelicos de pele. Parece-me que os pastores não teriam apenas roupas de Inverno e seria interessante que eles viessem vestidos com as roupas que usavam no Verão.
Outro aspecto que me merece reparo é a qualidade das roupas que, sobretudo, as mulheres envergavam. Escuras, em geral feias, contrastando até com as vistosas saias, blusas e aventais exibidas pelas campomaiorenses, nos seus grupos de saias e das que estavam vestidas como as “senhoras”. Não tenho documentos que apoiem a minha convicção de que as nossas avós não eram completamente destituídas de bom gosto e de que os tecidos que tinham nas lojas não eram todos escuros e feios.
Outro aspecto que me merece reparo é a qualidade das roupas que, sobretudo, as mulheres envergavam. Escuras, em geral feias, contrastando até com as vistosas saias, blusas e aventais exibidas pelas campomaiorenses, nos seus grupos de saias e das que estavam vestidas como as “senhoras”. Não tenho documentos que apoiem a minha convicção de que as nossas avós não eram completamente destituídas de bom gosto e de que os tecidos que tinham nas lojas não eram todos escuros e feios.
Nas noites de sábado e domingo dos dois fins-de-semana os mesmos grupos fizeram demonstrações de cantos e danças de outros tempos. Tenho na ideia, por relatos que ouvi, que no tempo em que esses bailes eram realizados, as raparigas se vestiam com os melhores fatos, até porque era a ocasião propícia para poderem iniciar ou até consolidar os namoros. Os rituais de sedução exigem que os intervenientes se apresentem da melhor forma possível para cativar a atenção e o interesse dos outros. Nunca as raparigas se iriam apresentar num baile envergando o traje que usavam para os trabalhos no campo.
Ora, o que se viu nesses espectáculos foi um grupo de mulheres mal vestidas, mais parecendo maltrapilhas, a dançar muitas vezes sem qualquer graça. O que contrasta com ranchos folclóricos de outras regiões do país, como é o caso dos do Minho, em que as bailadeiras se apresentam com roupas bonitas, muito vistosas e compondo um quadro harmonioso à vista. E o mesmo se pode observar em grupos que vêm de países estrangeiros. Os dançarinos apresentam-se com o que melhor existe na sua tradição tanto que respeita à música e coreografia, quer quanto aos trajes.
Parece-me que é altura dos responsáveis pelos grupos e ranchos folclóricos do Alentejo reflectirem no modo como procuram preservar as tradições.
domingo, 2 de setembro de 2007
Desfile etnográfico
Apontamentos, em imagem, do desfile etnográfico do dia 2 de Setembro, integrado na festa Tradições, em Campo Maior.
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