Gambozino é uma animal imaginário.
Andar aos gambozinos, significa andar à toa, vaguear, vadiar, vagabundear.
É isto que eu prendendo: vaguear por vários assuntos, vários lugares, ao correr da imaginação e da disposição.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Varandas ornamentadas (2)

A iniciativa de ornamentar as varandas com flores e outros motivos feitos de papel, não teve grande êxito. Nalgumas ruas não havia nenhuma varanda ornamentada. Noutras, foram poucos os moradores que aderiram à iniciativa.
Pelo segundo ano se provou que esta ideia não pode ser alternativa às Festas do Povo.

sábado, 25 de agosto de 2007

Varandas ornamentadas


Como referi, há uns tempos atrás, este ano a população de Campo Maior foi convidada pela Câmara Municipal a repetir a iniciativa do ano passado e enfeitar as varandas com flores de papel.

Hoje foi o dia de desvendar as ornamentações.

Quando estava a colocar na varanda a rede que serve de suporte às flores aconteceu um facto insólito. Apareceu um beija-flor, atraído pelas cores das flores. Coitado, ainda tentou entrar numa delas mas, perante a dureza do material, fugiu rapidamente.

Foi este o resultado final. Mas, a meteorologia não parece gostar nada destas imitações da natureza. De manhã, uma grande trovoada e chuva forte obrigaram-nos a cobrir as ornamentações com plásticos e algumas foram mesmo totalmente retiradas.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

O jardim de Campo Maior

A autarquia resolveu, há já algum tempo, requalificar o jardim municipal. A primeira fase incidiu sobre a parte central que era, fundamentalmente, uma rua alcatroada com uma fila de bancos de cada lado, acompanhada por uma dupla fila de árvores que davam sombra a quem neles se sentava. As árvores, acácias-do-Japão (Sophora japonica L.), da parte central foram cortadas e substituídas por árvores jovens, que julgo serem tipuanas (Tipuana tipu (Benth.) Kuntze), e o alcatrão substituído por pavimento de empedrado. No eixo central da avenida foi instalado um sistema de jogos de água, repuxos que sobem e descem ao ritmo da programação que foi feita, rompendo as malhas da rede que cobre as valas de água. As duas valas são interrompidas por uma fonte circular que lança para o ar jactos de água em três níveis.



É evidente a melhoria que esta mudança trouxe. A parte central do jardim ficou mais ampla e mais fresca.

A segunda intervenção incidiu sobre a parte oriental do jardim e, aí, a mudança consistiu essencialmente no corte de árvores e na pavimentação da superfície do sector a sul. Não se percebe muito bem porque foi todo pavimentado e, depois, foram lá colocados uns recipientes de ferro com plantas que parecem não ter qualquer vontade de se desenvolver. Teria sido mais fácil deixar alguns espaços para canteiros.

A terceira intervenção teve por objecto um dos sectores do jardim mais degradados porque tinha sido ocupado pelo estaleiro das obras anteriores. Foram abatidas muitas árvores e arbustos. O único aspecto positivo deste corte de numerosas árvores foi o terem ficado em evidência um pinheiro e um cipreste, verdadeiramente espectaculares, que antes estavam escondidos pela vegetação que os rodeava.


Quando começou o trabalho neste sector do jardim e assistimos à colocação de pedras, tememos que grande parte da superfície fosse impermeabilizada. Tal não aconteceu e ainda bem. Foram construídos sobretudo caminhos e bases para a instalação de bancos sob as duas grandes árvores. Nos espaços interiores a estes caminhos foram entretanto plantados alguns arbustos e muita relva. A intervenção deu outro aspecto ao jardim. No entanto, a moda dos jardins-campos-de-futebol como lhes chama o arquitecto Ribeiro Teles, está aqui muito presente. Não se entende muito bem esta opção. Com o clima que temos e a necessidade de poupar água, a relva nunca pode ser uma solução aceitável para um jardim público. Alguns dos canteiros ganhavam com a colocação de plantas mais adaptadas ao nosso clima, sobretudo as aromáticas. E também ganharia o espaço se tivesse mais uma ou duas árvores, de preferência de espécies que não crescessem muito.


Outro aspecto que não sei se foi ou não considerado na mudança do jardim é a espécie de árvores que aqui foram plantadas. As tipuanas são árvores que atingem grandes dimensões de copa. Junto da esplanada que fica na parte sul, será desejável que elas cresçam bastante, porque alguns dos ciprestes e cedros que ali estavam foram cortados e dos que sobreviveram, pelo menos um está morto. Na parte central, as tipuanas foram plantadas demasiado próximas. É de prever que vamos assistir ao espectáculo lamentável das podas radicais que deformam a maior parte das árvores do espaço público. Teria sido preferível escolher uma espécie ou espécies de menor crescimento.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Outras plantas da Quinta do Conventinho

À entrada da quinta existe esta buganvília (Bougainvillea glabra Choisy in DC), de grande porte. Sendo uma planta das regiões tropicais e subtropicais, encontra aqui condições especiais, pois beneficia de uma exposição a sul, o que justifica o seu desenvolvimento.


O tronco de uma glicínia (Wisteria japonica) que sombreia o corredor exterior de acesso à esplanada.


Nota-se no interior da Quinta uma preocupação com a preservação das árvores mais antigas e com o plantio de novas árvores neste espaço tão aprazível. Já o mesmo não se pode dizer da alameda de amoreiras que ladeia a estrada de acesso à Quinta que foram severamente podadas e se apresentam num estado de grande degradação.

sábado, 18 de agosto de 2007

Árvores da Quinta do Conventinho (VI)

Uma parte da Quinta, correspondendo à área mais elevada e mais árida da colina onde se situa, está ocupada por oliveiras (Olea europaea L). Assegurava-se assim a complementaridade da exploração agrícola com uma cultura que proporcionava a azeitona e o azeite. Na foto pode ainda ver-se o pombal.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Árvores da Quinta do Conventinho (V)

Foram plantadas algumas árvores na área contígua à esplanada da Quinta, destacando-se uma fila de jovens carvalhos (Quercus sp.) .

Ramos do carvalho da primeira foto. Parece-me ser um carvalho-alvarinho (Quercus robur L.).

Ramo de outro carvalho com bugalhos. Será o carvalho-cerquinho (Quercus faginea Lam.).

terça-feira, 14 de agosto de 2007

domingo, 12 de agosto de 2007

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Árvores da Quinta do Conventinho (I)

Já há algum tempo tencionava revisitar a Quinta do Conventinho, em Loures, para ver o estado de um dragoeiro que já não via há alguns anos. Esta quinta foi convento dos Arrábidos e a sua construção data do século XVI. Mais tarde foi propriedade do Conde de Tomar, tendo conhecido depois vários proprietários. Além do edíficio com capela, tinha à sua volta espaços diferentemente ocupados do ponto de vista agrícola: horta, pomar e olival. Esteve durante muito tempo votado ao abandono e foi recuperado pela Câmara Municipal de Loures que ali instalou o Museu Municipal.
À volta do edifício existem algumas árvores e outras plantas que, pelo seu porte, têm muitos anos. Nalguns espaços foram plantadas novas árvores.

Edifício e capela da Quinta do Conventinho

Dragoeiro (Dracaena draco L.)

O dragoeiro visto de cima

sábado, 4 de agosto de 2007

Redondo

Enoteca do Redondo em dia de Festa das Ruas Floridas
A vitivinicultura é uma das actividades mais importantes no Redondo. A Enoteca fica situada na antiga vila, localizada no interior das muralhas. O interior do edifício, com tectos em abóbada com tijolo à vista, ilustra a arte dos mestres construtores alentejanos.